.




Copyright © 2000/2002 - Pesquisa e Acervo de Fotos: Evangê Costa - Todos os Direitos Reservados.
website oficial
website oficial

SHOW FAGNER E ZECA BALEIRO
13 de Abril - Americel Hall (BRASILIA/DF)

         BALAIO DO BALEIRO

De braços abertos
Zeca Baleiro faz retrospectiva da carreira amanhã em Brasília, cidade onde ele mais vende discos depois de São Paulo

                                  por Irlam Rocha Lima (da equipe do Correio)

        No mês de abril, ao se apresentar em Fortaleza, José Ribamar Santos, o Zeca Baleiro, conheceu Raimundo Fagner. Empatia recíproca os levou a se tornarem amigos e parceiros. De cara, compuseram três músicas, gravadas pelo cantor cearense no CD que lançou em junho. Uma delas, Outra Era, traz na letra referência a Brasília: ‘‘Em Tel Aviv, Bagdá, Brasília/A saudade ilha/E quem dera eu fosse o mar, quem dera...’’.
        Isso certamente não é por acaso. No começo da década de 70, Fagner morou em Brasília, de onde decolou para a fama depois de vencer o Festival do Ceub com Mucuripe. E Zeca deixa clara a ligação com a cidade: ‘‘Brasília foi o primeiro lugar fora de São Luís (MA) a captar meus signos, a ter entendimento perfeito da música que faço’’. Não se trata apenas de discurso simpático. ‘‘Tomando por base dados fornecidos pela Universal Music, depois de São Paulo é em Brasília onde mais vendo discos’’, conta o cantor e compositor maranhense.
        A conquista do público foi aos poucos. Mas desde o começo o brasiliense deu ótima acolhida ao som, à voz e ao jeito - fora do usual, de Zeca interpretar as canções. Em 1997, lotou o Teatro dos Bancários para assistir ao primeiro show do artista na cidade, pelo projeto Temporadas Populares. ‘‘Achei muito legal, porque na época meu primeiro disco acabara de sair e as pessoas já cantavam as músicas comigo.’’
        O artista considera ‘‘memorável’’ o segundo show, apresentado no extinto Gran Circo Lar. ‘‘O circo estava lotado. A platéia de 2,5 mil pessoas era só vibração e a gente se entendeu muitíssimo bem. Até hoje os músicos que tocaram comigo naquela noite se lembram do show.’’
        Por outro lado, não são nada boas as recordações de Zeca de um outro show na capital, realizado na antiga Zoom. ‘‘O nome do lugar era Space World e ali conheci a fúria rock’n’roll do brasiliense. Mas o público tinha razão, pois o show, anunciado para as 22h, só foi começar uma da manhã. Não tive culpa, pois estava lá no horário marcado. Além do mais, houve outros contratempos, como problemas de som. A produção do show se revelou precária.’’
        Zeca derrama-se em elogios também ao falar da participação no projeto Cultura em Conjunto, na Praça de Alimentação do Conjunto Nacional. ‘‘Fiquei meio receoso quando soube que iria me apresentar num shopping. Mas a experiência se revelou fantástica. O local estava superlotado e as pessoas me receberam com tanto carinho que me deixaram emocionado. Até o Xangai apareceu por lá.’’
        Este ano o cantor se apresentou no Distrito Federal duas vezes. Uma no Taguatinga Shopping e outra, com o show Líricas, na Sala Villa-Lobos. Amanhã, estará de volta para fazer no Americel Hall (Academia de Tênis) um mix do Líricas e de trabalhos anteriores. Em sua companhia estará a banda formada por Luis Coimbra (cello/charango), André Berdurê (baixo) e Paulinho Barizon (bateria), Rogério Delayon (violão/bandolim/gaita/baixo/vocais), Tuco Marcondes (violões).
Clima mágico
        Desta vez, Zeca não terá tempo para dar ‘‘uns bordejos’’ por Brasília. Embora não seja profundo conhecedor da cidade, lista alguns lugares onde esteve e afirma ter gostado. ‘‘Numa das idas a Brasília, me evaram aos pontos turísticos. Fiquei impressionado com a arquitetura do Plano Piloto e com a beleza do Lago Paranoá. E pude sentir o clima mágico do interior da Catedral.’’
        Ele destaca ainda o aspecto gastronômico da capital, ‘‘ponto de convergência das culinárias regional e internacional.’’ E cita restaurantes como O Convento (Lago Sul), o Gibão (Parque da Cidade) e o Retiro do Pescador (Setor de Clubes Norte). ‘‘Certa vez, vindo de Palmas, fiquei uma tarde em Brasília. Aí fui com o pessoal ao Retiro do Pescador. O lugar é bacana, com bela vista do lago, e serve frutos do mar de boa qualidade.’’

Visite:
www.balaiobaleiro.hpg.ig.com.br

clique para ampliar
mais fotos

mais fotos


FOTOS DOS ENSAIOS
CRÍTICA         
TEXTO DO FOLDER
Texto Anterior          Próximo Texto