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       Fagner Traz Canções Inéditas

Paraná On Line
2 de Julho de 2001

                                                                          
                               

         Vigésimo sexto disco de uma carreira de 28 anos coroada por sucessos, Raimundo Fagner apresenta seu novo trabalho, Fagner, que passeia por várias histórias e diversos ritmos, daqui e d'além mar. Compositor de um dos maiores hits da música brasileira, Canteiros, o artista estava há oito anos sem lançar um disco de músicas inéditas. Apesar de seu último e bem sucedido álbum Ao Vivo ter vendido 500 mil cópias, no final de 2000 ele resolveu que já era hora de voltar a compor e gravar composições de sua autoria.
         Para selecionar o repertório do novo disco, o artista ligou para os parceiros mais constantes, como Abel Silva, Fausto Nilo e Capinam e botou uma nota numa badalada coluna de jornal pedindo músicas de novos compositores. Depois de escutar mais de 700 fitas, Fagner resolveu incluir Muito Amor, do carioca São Beto, e Certeza, do pernambucano Domervil no CD. Com Zeca Baleiro, foi um caso de parceira à primeira vista. Os dois se encontraram na noite de Fortaleza e daí nasceu uma parceria que já rendeu muitos frutos, ou melhor seis, sendo que três estão no disco. Um deles, A Tua Boca, é um poema de Capinam que Fagner descobriu há cerca de 10 anos e no qual Zeca Baleiro também participa cantando. Outro, Tempestade, que é uma das mais belas composições do disco. Além do xote Outra Era, que fecha o disco.
         
Do baú Fagner tirou Olhar Matreiro, uma composição que fez com Cazuza na época em que eram vizinhos e que estava guardada para um momento especial. Autor de uma das mais executadas músicas gravadas por Fagner, Borbulhas de Amor, Antônio Caban, o El Topo, compositor de San Domingos, colaborou enviando Puedo, que dá um toque de latinidade a um disco que passeia por várias culturas. E chega até Portugal com um fado, Cor Invisível, parceria do artista com Abel Silva, onde uma viola de dez cordas faz as vezes de guitarra portuguesa. "Gosto muito de fado, música flamenca, e tenho ido muito a Portugal nos últimos anos. Também já musiquei alguns poemas de Florbela Spanca, de quem sou fã".
         Das raízes do seu Ceará, Fagner trouxe duas pérolas: o xote pé-de-serra Eu e Tu (Gereba e Tuzé de Abreu) e o baião Jardim dos Animais (Fagner e Fausto Nilo). Os ares de Fortaleza e da sua terra natal, Orós, ele não dispensa. É lá que o cantor passa a maior parte do tempo. "Só venho ao Rio para trabalhar ou jogar bola com o Zico". No Ceará ele foge do tumulto da cidade grande, e investe em qualidade de vida. "Passo o tempo todo ocupado, cuidando da minha rádio e da Fundação Raimundo Fagner, que cuida de 120 crianças carentes em Orós."
         Produzido pelo próprio Raimundo Fagner, que gravou com os músicos que sempre o acompanham nos shows, o disco traz apenas duas regravações: Feliz, do inesquecível Gonzaguinha e Sem Teto, de Sérgio Castro e Sérgio Natureza, que faz parte do disco independente de Marcos Assunção, um cantor de Niterói lançado por Fagner no projeto Novo Canto.

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Detalhes do Disco           

     Reportagens sobre o Disco
19/6 - O Globo
20/6 - Diário do Nordeste
21/6 - Jornal do Brasil
21/6 - Correio da Bahia
27/6 - Click Music
28/6 - O Dia
29/6 - Folha de São Paulo
02/7 - Paraná On Line
03/7 - O Povo
03/7 - Diário do ABC