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 Extraído do Livro ''O Caminho das Pedras - A Saga do Pessoal do Ceará''
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RAIMUNDO FAGNER AO VIVO
Gravadora:
SONY MUSIC (Nº 2-495631 e 2-495632)
Lançamento: 2000 (CD)

 

Canteiros (Fagner em poema de Cecília Meireles)
Mucuripe (Fagner/Belchior)
Revelação (Clodo/Clésio)
Noturno (Graco/Caio Sílvio)
Conflito (Petrúcio Maia/Climério)
Deslizes (Michael Sullivan/Paulo Massadas)
Pedras Que Cantam (Dominguinhos/Fausto Nilo)
Borbulhas de Amor (versão de Ferreira Gullar)
Sinal Fechado (Paulinho da Viola)
Jura Secreta (Sueli Costa/Abel Silva)
Súplica Cearense (Gordurinha/Nelinho)
Último Pau-de-Arara (Corumba/Venâncio/José Guimarães)
A Vida de Viajante em medley com Riacho do Navio (Luiz Gonzaga)
Ai Que Saudade D’Ocê (Vital Farias)
Asa Partida (Fagner/Abel Silva)
Guerreiro Menino (Gonzaga Jr.)
Cebola Cortada (Petrúcio Maia/Clodo)
Fanatismo (Fagner em poema de Florbela Espanca)
Espumas ao Vento (Accioly Neto)
Lembrança de Um Beijo (Accioly Neto)
Chama Quente (poema de Florbela Espanca musicado por Fagner)
Último Trem (Fagner/Fausto Nilo)

 

        Raimundo Fagner selecionou um repertório de qualidade para o CD ''RAIMUNDO FAGNER AO VIVO'', gravado no dia 28 de janeiro de 2000, no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, e que marca seu retorno a Sony depois de 13 anos na gravadora BMG. Um público - uma legião de fãs - estimado em mais de 40 mil pessoas, em coro cantou com ele a maioria das canções registradas nos CDs - sim, porque a gravadora lançou um CD duplo e também em dois volumes que são vendidos separadamente.
        O disco foi lançado para comemorar os 50 anos de idade de Raimundo Fagner, juntamente com a abertura de uma mostra comemorativa com exposição de vários discos, quadros pintados por ele, roupas de infância, troféus e outras raridades do cantor, primeiramente na Galeria Paleta, em Fortaleza, e depois na Casa de Cultura de Sobral, no Ceará.
        ''Pensei em fazer algo para comemorar 50 anos - conta Fagner. Sugeriram que eu fizesse a retrospectiva da carreira, fase por fase, cantando as músicas que ficaram consagradas. Topei gravar ao vivo, mas ao vivo mesmo. Tudo o que foi registrado foi cantado numa levada só, sem precisar repetir nada. A emoção minha e do público está ali integralmente.''
        Fagner fez questão de apresentar todas as músicas com seus arranjos baseados nos originais, para isso gravou tudo em cassete e CD e deu para o maestro Jota Moraes ensaiar com a banda. "Busquei fazer tudo igual - conta Fagner - com os mesmos instrumentos e vocais, principalmente Canteiros, que é uma música que os fãs não puderam ouvir por tanto tempo em disco. O público que me acompanha desde o começo vai rever canções que estavam esquecidas; o pessoal dos anos 80 para cá vai tomar conhecimento do meu trabalho. Onde eu estava, na BMG, seria difícil, pois teria que reunir documentos que permitissem a gravação de cada música"

        O CD duplo tem 22 músicas: Canteiros (Fagner em poema de Cecília Meireles), Mucuripe (Fagner/Belchior), Revelação (Clodo/Clésio), Noturno (Graco/Caio Sílvio), Conflito (Petrúcio Maia/Climério), Deslizes (Michael Sullivan/Paulo Massadas), Pedras Que Cantam (Dominguinhos/Fausto Nilo), Borbulhas de Amor (versão de Ferreira Gullar para Borbujas de Amor, de Juan Luiz Guerra), Sinal Fechado (Paulinho da Viola), Jura Secreta (Sueli Costa/Abel Silva), Súplica Cearense (Gordurinha), Último Pau-de-Arara (Corumba/Venâncio/José Guimarães), A Vida de Viajante em medley com Riacho do Navio (Luiz Gonzaga), Ai Que Saudade D’Ocê (Vital Farias), Asa Partida (Fagner/Abel Silva), Guerreiro Menino (Gonzaga Jr.), Cebola Cortada (Petrúcio Maia/Clodo), Fanatismo (Fagner em poema de Florbela Espanca), Espumas ao Vento (Accioly Neto), Lembrança de Um Beijo (Accioly Neto). E ainda duas músicas inéditas - Chama Quente e Último Trem - gravadas em estúdio que encerram o disco. Chama Quente é mais um poema da poeta portuguesa Florbela Espanca musicado por Fagner, enquanto Último Trem é uma parceria com o também cearense Fausto Nilo.
        O carro-chefe e o trunfo do disco é justamente a regravação da música Canteiros, título da obra que Fagner compôs utilizando partes do poema ''Marcha'', de Cecília Meirelles e sua maior dor de cabeça desde a gravação original em 1973 no ''MANERA FRU FRU MANERA'', - agora autorizada pelas filhas, herdeiras da poetisa.
"Tudo foi no começo da minha carreira, não tinha experiência - afirma Fagner - fiz sem má intenção, sem maldade, entendendo que estava fazendo um grande negócio, embelezando os versos de Cecília Meirelles. Quando disse isso, a família da poetisa não entendeu, e tudo começou. Mas, sem tirar o valor excepcional de 'Marcha', a canção Canteiros projetou o poema e eu deveria cobrar a partir dos livros vendidos depois de Canteiros. A música é minha e a maior parte dos versos, também. Só utilizei os oito primeiros da Cecília".
        É bom lembrar que em 1994, a gravadora BMG lançou o disco ''UMA NOITE DEMAIS - FAGNER AO VIVO NO JAPÃO'', um registro de alguns sucessos como Penas do Tiê, Deslizes, Revelação, Guerreiro Menino, e inclusive regravando Canteiros. Não lançado no Brasil, infelizmente, foi e é, de qualquer maneira, o primeiro disco ao vivo de Raimundo Fagner.

DISCOGRAFIA           


VOLUME 1


VOLUME 2

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