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 Extraído do Livro ''O Caminho das Pedras - A Saga do Pessoal do Ceará''
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BATEU SAUDADE
Gravadora: B
MG ( Nº 7432137672-2)
Lançamento: 1996 (LP/CD)

Pedras Que Cantam (1991),
Você Endoideceu Meu Coração
(1987)
Olha Pro Céu/São João na Roça/Noites Brasileiras (1994)
Saudade (1991)
Na Asa Do Vento (1994)
Lembrança De Um Beijo (1994)
No Ceará é Assim (1991)
Baião Da Rua (1995)
Cariribe (1991)
Sabiá (1986)
Asa-Branca
(1994)
Cigarro De Paia/Boiadeiro (1984)
Bateu Saudade (música-título inédita de João Lyra e Paulo César Pinheiro)

 

          No início de 1996, a gravadora BMG resolveu lançar ''BATEU SAUDADE'', uma coletânea oficial do cantor Raimundo Fagner.
          Depois do disco ‘‘RETRATO’’, em
''BATEU SAUDADE'' (BMG, No. 7432137672-2) Raimundo Fagner voltou às origens e reuniu alguns dos principais temas do cancioneiro nordestino, numa copilação de forrós e baiões anteriormente lançados em seus discos de carreira: Pedras Que Cantam (de 1991), Você Endoideceu Meu Coração (1987), São João do Gonzagão (o pot-pourri com Olha Pro Céu/São João na Roça/Noites Brasileiras), gravado em 1994 em dueto com Marinês; Saudade (1991), Na Asa Do Vento (extraída do disco homenagem a João do Vale, de 1994), Lembrança De Um Beijo (1994), No Ceará é Assim (1991), Baião Da Rua (1995), Cariribe (1991), Sabiá (1986), Asa-Branca, (extraída do disco ''VIVA GONZAGÃO'', de 1994) e o pot-pourri Cigarro De Paia/Boiadeiro (1984). De inédita, apenas Bateu Saudade, a música-título do disco de autoria de João Lyra e Paulo César Pinheiro.
          
''Sempre busquei, sem fugir do regional, - argumenta Fagner - dar um toque atual às músicas que regravei. Procuro acrescentar algo ao triângulo, A zabumba e à sanfona, mas sem descaracterizar o forró.''
          Com tantas copilações no mercado, sobre o lançamento do disco ''BATEU SAUDADE'', segundo Raimundo Fagner, ''seria mais coerente e ideal, reeditar os discos originais em CD, não haveriam produtores fazendo coletâneas sem qualquer critério e mutilando a obra do artista. Para se ter uma idéia, enquanto lancei quatro discos pela BMG, a Sony, minha ex-gravadora, colocou no mercado nada menos que dez produtos meus. É uma covardia, pois eu produzi meus discos, eles poderiam ter a gentileza de me chamar para participar da seleção de repertório. Essa estratégia de lançar coletâneas é algo muito imediatista, quando vêem que o intérprete está com um disco novo, já se apressam em lançar um produto em cima, fazendo com que ele concorra consigo mesmo. Considero isso deslealdade, falta de caráter. Deveriam ou lançar os discos originais ou fazer como a BMG, que pediu para que eu produzisse uma coletânea com o melhor que gravei de forró para a casa até agora. Seria no mínimo mais honesto, o público não sairia lesado.''

Discografia