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Copyright © 2000/2002 - Pesquisa, Texto e Acervo de Fotos: Evangê Costa - Todos os Direitos Reservados. Extraído do Livro ''O Caminho das Pedras - A Saga do Pessoal do Ceará'' |
AVE MARIA
(Erothides de Campos)
Show ''Raimundo & Nonato'', Fortaleza, janeiro de 1991
Programa ''Ensaio'', junho de 1991
Tom: Bm - Si Menor
(Bm) Bm Gb7 Bm B7 Em B7 EmAm7 D7
Cai a tarde tristonha e serena, em macio e suave langor
G7 Em Bm A7 G7 Gb7
Despertando no meu coração a saudade do primeiro amor!
Bm Gb7 Bm B7 Em B7 Em
Um gemido se esvai lá no espaço, nesta hora de lenta agonia
G7 Em Bm A7 Gb7 Bm
Quando o sino saudoso murmura badaladas da ''Ave-Maria''!
Sino que tange com mágoa dorida, recordando sonhos
D
da aurora da vida
B7 G7 Em Bm Gb7 Bm Gb7
Dai-me ao coração paz e harmonia, na prece da ''Ave Maria''!
Cai a tarde tristonha . . .. (repetir a 1a. Estrofe)
B Gb7 B G7 Gb7 Bm
No alto do campanário uma cruz simboliza o passado
B7 Em Bm Gb7 Bm
De um amor que já morreu, deixando um coração amargurado
B Gb7 B G7 Gb7 Bm
Lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia
B7 Em G7 Em Bm Gb7 Bm (Bm)
A mensagem do meu passado quando o sino tange ''Ave Maria''.
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Raimundo Fagner foi o convidado do programa ''Ensaio'', da Rede Cultura de São Paulo, exibido em junho de 1991. Entre o papo descontraído, comandado por Fernando Faro, o cantor fez uma restrospectiva de sua produção musical desde os primeiros festivais, ainda em Fortaleza, até os últimos sucessos. Mas o programa começou com Ave Maria (E. de Campos) sucesso na gravação de Augusto Calheiros, em 1939, e música inédita na voz de Raimundo Fagner e nunca registrada por ele. Depois vieram O Violeiro, Estrada de Santana, Vaca Estrela e Boi Fubá, Mucuripe, Penas do Tiê, Canteiros, Amor Escondido, Revelação, Lua do Leblon, Deslizes, Traduzir-se, Verde, Años, La Layenda del Tiempo, Verde e Último Pau-de-Arara.
Professor de física e química, músico, instrumentista e compositor, o paulista Erothides de Campos (Cabreúva, São Paulo, 15/10/1896 - Piracicaba, São Paulo, 20/3/1945) compôs a valsa-serenata Ave Maria em 1924 e dois anos depois chegou ao disco na voz de Pedro Celestino para o selo Odeon. Mas foi somente a partir de 1939, com a gravação de Augusto Calheiros, depois Alvarenga e Ranchinho em 1941 e novamente com Francisco Alves em 1947, que a canção começaria a despontar no Brasil.
Entre valsas, choros, maxixes, marchinhas, tangos e sambas, Erothides de Campos compõs mais de 230 composições e nem sempre usando o próprio nome. Ele gostava de adotar pseudônimos para as suas obras. Entre os mais conhecidos pseudônimos estão Gil Neves, Pan, Pan Eropos, Eropos e Jonas Neves. No caso de Jonas neves, que às vezes aparece nos livros como co-autor de Ave Maria, na verdade não é um pseudônimo, mas sim o seu próprio nome, que completo é Erothides Jonas de Campos. O sobrenome Neves veio de sua mãe, Francisca da Silveira Neves.