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Nome: Glaucio Sombra - Sábado, 12/5/2001
E-mail:
glaucio00Sombra@aol.com
Comentário/Opinião:
Tem uma letra da Rita Lee... incrivel como se ouve tão pouco Rita Lee hoje em dia... mas a música cai muito em mim, com o momento pelo qual passo agora: Certos dias, em que estou, amarelado, bodeado, com vontade de sumir de vez. E se der na telha sou capaz de enlouquecer, e mandar tudo pra aquele lugar e ir com você pra shangrilá, e me deixar levar por um beijo eterno, mais quente que o inferno! Rita Lee foi minha primeira cantora de música pop brasileira. Sempre gostei dela. Incrivel, como toda aquela gama de cantores da minha época, 38 anos, da minha adolescência estão saindo do palco e entrando em reclusão. A Rita Lee era uma Deusa no meu tempo de adolescente. Fagner está aqui, pode estar lendo esta mensagem, mas parece me sem substância, tal qual a Rita Lee agora. E o melhor vem agora: prefiro assim. Melhor pra mim. Muito melhor. Acho que se eu ouvisse o CD novo eu não ficaria mui surpreso ou em antecipação. Estou descompromissado. A fase do fanatismo no Brasil não está tão boa tambem. Além do mais estou em crise, e em crise ninguem pode gostar de nada. Não é culpa minha. Que fazer? Não sou Santo, mas quem o é... A causa... se eu soubesse só queria saber, ter certeza, mas não tem problema. Morreu o assunto. Raimundo Fagner é um homem de muitos assuntos, compromissos, de vida com a vida, na praia, no futebol com os amigos, em palcos, é famoso, tem tudo que quer... eu tenho crise agora. Hmm... saber o que é ser ou ter, não se trata do meu problema agora. Não me acho estranho. Só que não valorizo o que Fagner traz em bagagem. Eu tenho ambições, mas não as valorizo agora. Não preciso de nada, nem de futuro que às vezes até me ameaça Deus sabe como, mesmo eu sendo abastado. Existem perigos oferecidos em bandejas de ouro. E eu bêbo uma coca-cola? Não. Opções? Isso não são opções, mas um princípio, um estilo de toda uma vida. Existe muita maldade em muita gente. De formas que eu não acredito que o querido Raimundo Fagner possa ser uma excessão. Diríamos que de médico e de louco todo mundo tem um pouco e ninguém é santo. Certamente. Correto. O Fanatismo acabou. Modificou-se. Acho que Fagner com certeza é como alguem que poderia ser muito íntimo e grande emblema de minha afeição, mas teria um monte, uma gama de defeitos, até demais, a demais. Entendiie?? Muitas incoerências podem ter sido aprimoradas por mim mesmo. Mas é isso. Hoje em dia é: "Brasil! Mostra a tua cara, o nome do teu sócio! Confia em mim". Não quero ser alienado em vida frívola, mas meu amor tem que me amar, e não enganar. Ser ligeiramente verdadeiro não consta. Sacanear, e tudo ficar como o céu estrelado da Metro Goldwin Meyer? Está tudo tão ótimo? Nunca esteve pior. Afinal "a Loura" sou eu para o meu eu. Eu faço. Nós todos fazemos. Somos todos índios! Fagner quando for cantar docemente tem que por veneno no que ele canta. O Brasil não está em fase de romance, ou de velório, por dizer, mas está em Realismo de Dickens, Vitor Hugo. Essa de amor dourado, estrela azul, amor maleavel, fogo de palha, não cai nessa época no mercado de MPB. Por mais que eu me esforçasse eu não poderia gostar do charope "Codinome Beija Flor", quando o autor era alcoólatra, boêmio, promíscuo e sem amor por ninguem. Cazusa transava às vezes com mais de uma pessoa por noite [Veja]. Podem me chamar de burro, doido, mas ele, Cazusa, morreu na mingua do sofrimento. Dizem que no final, seus dedos estavam negros de necrosados. Ele pedia para morrer. Beija flor? Zezé de Camargo, Luciano, Leonardo, Daniel, Chitãozinho e Chororó, pra mim são um ûnico cantor. Não trazem uma identidade. Até as vozes são a mesma coisa! Por isso não ameaçam os sonhos das fãs. São genéricos. E as vezes são a pior espécie de pessoa de qualquer forma. Fagner, meu conselho é que você faça. E não se pergunte nem se comprometa, mas seja "agressivo" em seu novo trabalho, que já deve estar no meio, acho.


Nome: Tatiana Cardoso de Araújo - Sábado, 12/5/2001 (18:21)
E-mail:
tatianadearaujo@uol.com.br
Comentário/Opinião:
Queremos Raimundo Fagner em Governador Valadares ou pelo menos em Belo Horizonte. O que fazer? Estamos esperando! Tatiana e Fabíola de Gov. Valadares, MG.

Nome: Glaucio Sombra - Sexta-feira, 11/5/2001
E-mail:
glaucio00Sombra@aol.com
Comentário/Opinião:

Todos nós, em momentos de atribulações de outras pessoas, quando não as entendemos bem somos muitas vezes inqueridos por elas: "Ponha-se no meu lugar e não critique". Algum fã me contou que ultimamente Fagner não quer saber muito de subir no palco para shows. R. Fagner, um homem com uma voz de desafinar microfones, de ter uma voz linda, de ser um ótimo "performer" nos piores momentos. Se existe uma pessoa que encanta é Raimundo Fagner. Se nós insistíssemos: "Fagner, por que você não faz shows"? Segundo nosso rumo de discussão, ele até poderia responder: "Ponha-se no meu lugar por isto, isso, e aquilo, além do que for". Muita gente teria feito o que ele pediu, assim. Teriam se colocado no lugar de Fagner. Usariam, Frëud, Jung em racionalismo e até empirismo ou/em behaviorismos aparte. Até isso. Colocar-se no lugar é impossivel pela lei da impenetrabilidade psíquica. Todos nós temos momentos mórbidos. Quantas vezes eu penso em suicídio. Quem não? Até em sublimações, projeções, introjeções que encobrem toda uma gama de estados mórbidos, ou de momentos mais, de defesa do nosso Ego. A minha morbidez envolve coisas desse tipo, mas graças, é supérflua. Acho que Fagner não querer show seria até uma válvula de escape. Poderia até ser um bom sinal. Não sei. Pra mim, parece. Às vezes quando eu ando meio desligado, bodeado, o suicídio em jôgo seria uma fantasia. Meus dias às vezes são chatos. Mas acho que a plenitude do ser tem que envolver todos os vãos e estâncias, limites do corpo, de sua existência. Tudo tem que contar, se for rico e explendoroso também. Todos nós temos conteudos constituicionais que não podem ser explicados. Simplesmente existimos, como se não pertencêssemos a contexto nenhum. "Vamos pra praia"? "Estou bodeado [a]". Em Beleza, Fagner canta: "...se acende a lamparina, iluminando a alma, se entende a própria sina". SINA. Felicidade vai e vem sem avisar, e o que existem são momentos de felicidade. Eu posso às vezes estar a ponto de chorar, com problemas, mas digo: "Sou Feliz". Sem demagogia. A vida do existencialismo precisa do ser, antes, para entender, e depois para existir. A vida não é uma brincadeira. Depende. Todo palhaço é triste. Triste felicidade. Dor dormente. Fagner me parece que está bem, saindo desse Ptirus, e acho que o album vai ser um sucesso. Mas o que é sucesso? Vá pra casa do palhaço!

Nome: Glaucio Sombra - Quinta-feira, 10/5/2001
E-mail:
glaucio00sombra@aol.com
Comentário/Opinião:
A cada ação, a cada movimento, a cada concatenação do pensamento, um instante resulta do nosso reconhecimento de que o tempo, seria tempo. Alguns maturam em dois dias, outros vivem mais que um século. A vida é um processo disforme pessoalmente e socialmente. Muitas coisas diversificadas acontecem com o indivíduo e si próprio e entre este e seus ao redor. Andei pensando comigo mesmo, às vezes ouvindo a minha própria voz balbocear: "Fagner tem 50 anos". Agora digo eu ainda: "O que isso tem a ver"? Recentemente passei por experiências quase que místicas, nas quais com 38 anos eu me senti como se tivesse apenas 12 anos de idade. O tempo se degradou como a palavra fosse apagada esgaçada do mêdo da morte, em última análise. Todos nós vamos morrer, mas podemos morrer sempre se achando jovens. Certos dias assisto MTV Brasil, ou até a Internet. Por exemplo. Só por citar: assisti a um show de Gilberto Gil e Milton Nascimento. Algo belo mas mero. Acho que antes de se pensar na velhice ou na juventude deve-se aprender a se adequar ao meio ambiente. Assim foi Fagner, Assim será. Fracasso, Mucuripe, quem viver chorara, beleza, ave-noturna, elizete, eternas ondas, músicas castelhano como a qual com Mercedes Sosa, Cartaz, numa versão pop do prisma até então não sondado, forró com Gonzagão, mais forró, e tome mais, até que vieram os sustos para muitos que seria o final da carreira, depois, show ao vivo, agora o novo CD, quente. Fagner soube se adaptar, a criar, a inventar, e foi razoavel. Fagner, Raimundo Fagner, não tem a idade de Gil, Caetano, Roberto Carlos, etc. Fagner, por outro lado não tem a idade de Leonardo, ou Zezé de Camargo. Digo isso não pela cronologia, mas pelo comportamento musical. As canções de Zezé de Camargo e Luciano, parecem dois cachorros correndo atrás dos pneus de um carro em movimento. Quando o carro para, eles não sabem o que fazer com os pneus. É em parte fabricado, mas seria uma idade do lôbo sem dentes. Banguela chupando cana. Fagner está na transição dos mais velhos aos mais jovens em sua atitude. Muita gente acha que já deveriam parar: vamos usar uma forma de bôlo, etc. Tem gente que já perdeu o fôlego das orgias. Lembra do "Punk da Periferia" do Gilberto Gil. Hoje ele parece um asmático quando fala. Tem muita parafernália de aparelhos para gravar, mas se prestar-se atenção a uma entrevista, Gilberto Gil praticamente não tem voz que ele tinha a 10 anos atrás. Roberto Carlos, é quase decoreba, até a orquestra. Essa transição de Fagner me parece positivista, ele quer permanecer no palco. Mesmo que com o tempo não consiga. Essas são fobias. Mas acho tambem que Fagner não passe da transição. Estacionaria e tiraria vantagem. E isso seria o bom. Seria o equilíbrio entre a juventude e a velhice, o controle de si. Um balanço. Ele poderia ser caretão alguma vez, ou fazer uma piada com a mulher do prefeito em outra ocasião. Seria algo trabalhado, eternamente, sem intervalos. Ninguem diz que Fagner é velho, mas ninguem diz que ele é um garotão como o Netinho. Fagner valeria jogar com parâmetros transicionais da sua fisiologia e ficaria mais forte, mais e mais. Isso não implica em uma pessoa que teria que ficar o tempo todo se ensaiando, com exibicionismos corriqueiros. Acho que a maturidade, o equilíbrio, o balanço, seria expontâneo e não quer dizer que deveria-se esquivar de se trabalhar, ensaiar no bom sentido, aqui, a psiquê.

Nome: Vanderlei - Quinta-feira, 10/5/2001 (18:38)
E-mail:
comercial@sistemasprofissionais.com.br
Comentário/Opinião:

OLÁ! Gostaria de ser informado a respeito de Shows do Fagner na cidade de São Paulo ou região do ABC Paulista. Favor informar para : vancarva@terra.com.br