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Nome: Glaucio Sombra - Sábado, 26/5/2001 (19:54)
E-mail:
gongoblong@uol.com.br
Comentário/Opinião:
Acho que palavras são muito pouco para expressar um conteudo de mensagem de valor comunicativo qualquer que seja. Até uma canção, ou mesmo pessoalmente. Lembro que por volta de 83, encontrei me com Raimundo Fagner no mesmo estúdio da Rádio, então, FM do Povo. Fagner e eu trocamos algumas poucas palavras, não conseguimos nos comunicar efetivamente. Não deu para se iniciar uma amizade por assim dizer. Ouve um bloqueio meu e acho que houve uma aproximação de Fagner para um Fã, mas que foi restrita. Fagner foi restrito. Até em presença física, às vezes não colabora-se no que seria uma interrelação mais de convidativa entre ele, Fagner, e até outras pessoas que se encontravam no Studio. Eu era um a mais, foi o que pensei e simplesmente me desliguei. Mas quando ele saiu do studio, Fagner confabulava com uma das donas da rádio na época. Carmem Lúcia. Foi uma manhã linda. "Quem sabe no futuro, nessas esquinas, possamos fazer uma boa e salutar amizade", eu pensei na hora. Esquizofrenizei na hora, mas logo passou. Algo positivo e de felicidade no ar, mas num sonho "concreto". Tenho nostalgia até hoje sobre aquela manhã". Eu gostei do que vi. Encontrei-me com o ídolo na praia várias vezes, mas sempre sem ter coragem de me aproximar; a coisa ficando para o "futuro" novamente. Quem seria eu para tanto. Estava em conflito existencial. Sabe daquela da Rita Lee: "Não adianta chamar quando alguem está perdido procurando se encontrar"? Mas é uma sorte que tenho. Sempre encontro-me com Fagner de perto. Sou tiete. Mas não parece. Nos shows fico na primeira fila sempre. Fagner sabe se dar com pessoas famosas e poderosas de forma surprendente com carisma, e determinação também, o que me dá um grande respeito. Tivemos, contudo as oportunidades e nada aconteceu. Eu já revisei a manhã da Carmem Lúcia algumas vezes. Nem sempre as coisas são tão fáceis. Quando vi Fagner com Carmem Lúcia, fiquei feliz, por que gostei do que vi e ouvi, mas tinha que continuar minha vida, como ele estava fazendo de qualquer forma também. Acho que Fagner atualmente está bastante forte e determinado, quando me parece que ele está sempre junto de quem interessa, como políticos, pessoas importantes outras, etc.. Fagner me parece bem estruturalmente. O CD, agora é algo, mas é ainda uma distância muito maior do que a do estúdio. Imagine ai! Queria eu ter a chance de ver Fagner pessoalmente mesmo em show. E muitos, a maioria dos fâs o quer também assim, com inciativa, vivacidade, inteligência, maturidade. Do outro lado da moeda, acho que naqueles encontros na rádio, ele se fez curioso a meu respeito, por indagar: "Se vc dança pulando assim, vc acaba batendo a cabeça na caixa de som". Eu retruquei: "Não importa". Pra mim foram os meus sentimentos pobres na época. E continuei a dançar. Veja só: eu com minha idolatria por Fagner, eu não soube me expressar. Não. Eu achei que não era a hora ideal. Juro. Mas eu me mordo até hoje afim de que aqueles momentos fossem atualmente repetidos. Mas, quem sabe se não aconteceria a mesma coisa. Amizade se faz e existe, dependendo das circunstâncias de momento. Às vezes até um gesto, um olhar. "Mas eu me mordo" de não ter aproveitado mais. Quem diria: Raimundo Fagner falando comigo. Esses encontros na rádio, os quais foram dois me deixam frustrados até hoje no hoje. Mas sempre prometem. Quem sabe? Abraço.


Nome: Antônio Walter - Quinta-feira, 24/5/2001 (11:37)
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lwvieira@ih.com.br
Comentário/Opinião:
Existem pessoas que só pelo simples fato de existirem passa vida toda a iluminar a vida de pessoas que ele nem sequer conhece. Raimundo Fagner é uma dessas pessoas que tem o dom de iluminar a vida com suas canções, seus poemas e suas declarações. Sem que isso mude seu perfil de um de sertanejo que saiu do Ceará para iluminar o mundo. Obrigado Fagner pela sua existência. Antônio Walter Leite Vieira - Goiânia - GO E-mail: lwvieira@ih.com.br

Nome: Fredson - Quinta-feira, 24/5/2001 (23:12)
E-mail:
fredson@fallnet.com.br
Comentário/Opinião:
Aí vai uma música minha, que eu gostaria que o Fagner gravasse... É uma letra que conta a história de um caso de amor que com certeza muitas pessoas já passaram ou tiveram algo igual ou parecido..POR ISSO é que eu acho legal esta música. Um abraço, Fredson..........Paulo Afonso-BA

Diga Que Valeu

Um beijo em você eu quero dar
Saudade presa no meu coração
Eu ando louco, alucinado
Muito doido e apaixonado por você
É pena que esse amor
Não possa mais ficar
É pena que esse amor
Não vai poder se eternizar
Então diga que valeu
O nosso amor valeu demais
Foi lindo, ficou pra trás
Então diga que valeu
O nosso amor valeu demais
Que pena, ficou pra trás
Faz tanto tempo que eu te conheço
Mas você mudou comigo
Minha flor bonita Minha linda flor...

Nome: Glaucio Sombra - Terça-feira, 22/5/2001 (18:19)
E-mail:
gongoblong@uol.com.br
Comentário/Opinião:
Evangê Costa: Espero que não esteja lhe perturbando muito, meu caro colega Internauta. Eu queria dar umja outra sugestão sobre a homepage raimundofagner.com. Seria de que quem quisesse se inscrever na página com o email, poderia receber chamadas sobre avisos especiais sobre Raimundo Fagner. Acho sua página muito interativa mais poderia ser mais ainda desta forma. Abraço.

Nome: Glaucio Sombra - Terça-feira, 22/5/2001 (16:51)
E-mail:
gongoblong@uol.com.br
Comentário/Opinião:
Caro Evangê Costa: Estou curioso por saber sobre a divulgação de sua página. Por que não em páginas de MPB, tal qual a MusicalMPB.com? Na UOL, AOL, nessas páginas. Não sei quanto aos custos. Por que não por uma manhâ e uma tarde, de vez em quanto? A cada três a seis meses, por assim dizer. Eu fico até desajeitado, pois parece que só estou eu na homepage. Isso me inibe. E acho, que com razão. Mas vamos aguardar a vendagem do CD em agosto. Mal posso esperar. Quero ver o Fagner no Domingão do Faustão, vendendo Cds a valer, em show pra curti-lo. Abraço.

Nome: Glaucio Sombra - Terça-feira, 22/5/2001 (13:07)
E-mail:
gongoblong@uol.com.br
Comentário/Opinião:
Evangê: Sabe, Evangê, eu sou o tipo de pessoa que é bastante racional. Sou maníaco-depressivo, como já falei em outro email. Vez em quanto tenho ocilações de humor. Sou uma pessoa que não tenho muitos amigos. Por isso seja de eu ser tão racional, principalmente quando vejo coisas tão óbvias e o meu amor por quem gosto diminue um "pouquinho mais", mas quando o humor melhora eu venho pedindo arrego. Lembro da música de Raimundo Fagner cujo título não lembro agora: "Brigo eu, briga você e assim nosso amor vai diminuindo um pouquinho mais. Morre eu, Morre você, morremos nós, se essa gente o que quer é nossa separação"! Essa música parece que é algo que não tem saida, sei lá. Às vezes sinto isso comigo, principalmente quando estou deprimido. Não se trata de mêdo, mas falta de ter um objetivo específico. É frustrante. Parece que não chove nem faz sol. Um "casamento da raposa" que não serve para a lavoura nem para a diversão ao ar livre. Não se trata de "sufocação", mas intolerância a algo tão sem substância e que fere muito. Como cobrar afeição? Não tenho culpa. Nem me entendo nessas horas, por não entender os outros também. Chato. Essa música se encontra no Cd "DEMAIS" de Raimundo Fagner, gravado no começo dos anos 90. Fala por mim, no meu caso e cabe em mim muito bem. Abraço.

Nome: Glaucio Sombra - Segunda-feira, 21/5/2001 (18:48)
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gongoblong@uol.com.br
Comentário/Opinião:
Gláucio Henrique Barreira Sombra Tenho 38 anos de idade, mas me lembro da complexidade e prolixidade dos meus 19 a 20 anos. Muitas neuras me acometiam e me acompanhavam. Neura não é bem neurose, mas certos modos de enxergar o mundo, modos dificeis de ver as coisas, que levam algum tempo para passar e não adianta ninguem querer corrigir com palavras ou atitudes. Eu sabia que tinha problemas existenciais mas não sabia como me sair, me safar deles. Sonhava com situações melodramáticas, que certas pessoas mais maduras passavam e eu achava aquilo uma coisa fantástica. Eu me perguntava: "Quando vou ter condição de ter um papo como esse"? Ou então, "em que dia e ano eu vou agir daquele modo"? Era muita Neura para uma pessoa só. Eu não sabia quais seriam as vias que me levariam a esse Limbo cognitivo da excelência do ser meu tão sonhado por mim. Simplesmente as coisas não andavam para mim. Eu não tirava fruto das minhas experiências nem sabia como faze-lo. Às vezes nem sabia como vivia, tão fechada era minha mente. Mas de repente faço dois anos de terapia e ainda levei alta do meu terapeuta de psicanálise. E não adiantaria dizer que era ele um psicólogo ou um psiquiatra. Pois o problema não era como sair de conflitos mas porque ficar carcomendo-se e andando em círculos. Nas Neuras, eu não tinha problemas sérios, mas não sabia por que os criava, por que os vivia, nem por que custava tanto a sair deles. O conflito em si, não era o que importava, mas esse mecanismo de raciocínio fragil, constitucional, quando, porem. eu às vezes achava que podia ser o que quizesse ser. Eu tinha um sentimento de invencibilidade incrivel, que compensava todo esse desmoronamento de ação mental, do agir, do reagir, do viver, do criar. Tinha um moral muito alto, por ser muito inteligente e capaz. Na Faculdade sempre era centro das atenções por performance em certas áreas e por ser amigo de todos. Como disse, aos 20 anos aproximadamente, as neuras começaram a se minguar, e eu, comecei a me abrir psiquicamente. Foi a época em que comprei um compacto vinil de Raimundo Fagner que tinha as músicas "Guerreiro Menino - Um Homem Tabém Chora", e "Viajante". Isso coincide com a minha "abertura" para a realidade de forma irreversivel, mas não o bastante. Pode ter sido uma revolução hormonal mera da idade, acho. Contudo, a partir daí eu comecei a ouvir mais discos, e concordava com Elis Regina que "aprendi com os discos" nessa fase de minha vida que durou muito tempo. Ouvi muitos e muitos discos e aprendi a usar expressões, situações dos discos. Guerreiro Menino de Raimundo Fagner falava muito desta fase da minha vida, que terminava em "não dá pra ser feliz", e eu não era mesmo, mas estava muito melhor e me trabalhei muito com essa música e as incontaveis outras que vieram depois em altos e baixos, mas sempre mantendo uma constância de melhora, apesar dos pesares, sempre como profundo produto final, o resultado de tudo que acontecia comigo que era uma maior sofisticação, uma melhor atenciossidade, complexidade. E hoje estou aqui, em minha idade contemporânea, a qual começou com "Guerreiro Menino", em idade na qual Fagner fala e descreve a história de como a música foi feita por Gonzaguinha e ele, Raimundo Fagner. Parece que esta música também marcou muito Fagner. Presumo que ele tenha tido uma Neura, semelhante talvez por viver, sem contar tanto com o sucesso da época da canção, mas vivendo "Um Grande Amor". Incrivel como as coisas erradas são chamadas de Neura, no sul do país. Mas todos nós somos errados. Não somos Santos, somos peregrinos computadorizados. Talvez soldados guerreiros com uma lança para "falar" e com um escudo para "ouvir". Uma lança para "Amar", e um escudo para "sofrer". Albert Einstein disse que se houvesse uma terceira guerra mundial, a próxima seria com pedaços de pau e pedras. A tecnologia é sempre boa e do nosso interesse. Mas nos momentos críticos sempre temos que recorrer exclusivamente ao corpo e ao que o corpo pode nos oferecer de vantagem. Às vezes temos que ir para a pedra, para o pedaço de pau, mas sempre existe um ponto em que todos somos iguais [somos todos índios][De Joystick]. Iguais em algo, em qualquer hora, ou lugar. Guerreiro Menino é bem dramática. Mas toda morte é silenciosa, para todos. Ou quando dormimos. Quando sonhamos e amamos. E nos momentos melodramáticos, por que não? Iguais! Mas "Eu não sei dançar tão devagar, pra te acompanhar..." {Marina Lima}

Nome: Glaucio Sombra - Domingo, 20/5/2001 (20:50)
E-mail:
gongoblong@uol.com.br
Comentário/Opinião:
MXEvangê: Quando o CD de Fagner estaria a venda? Já está a venda? Acho que já deve ter uma data explícita e seria bom colocar na sua página antes de qualquer comentário. Vc elogia, o indivíduo vai comprovar por comprar o CD e não encontraria na loja. Por acaso sua homepage sai no CD? Tem o problema contractual de direitos autorais da gravadora. Acho. Vou tentar comprar o CD o mais breve possivel. Estou com problema de grana. Mas o CD de Fagner torna-se sempre uma prioridade para mim, já que pessoalmente venho esperando por este trabalho a tempos. Lembro de "Nôvo Tempo" de Ivan Lins e Vítor Martins. Por sinal Ivan Lins lançou um trabalho recentemente. Incrivel. Eu gosto do Ivan Lins, de suas músicas, mas nunca comprei um trabalho dele. Vc viu o último trabalho do Gilberto Gil? "São João Vivo"? Trata-se de uma generalização do caboclo nordestino aproveitando a insígnea de São João, o apóstolo da Bíblia, como se São João fosse todo nordestino, um "Zé" da "bíblia". Acho que tem algo a ver com um fundamento básico da seita protestante "Morgan", de origem européia em que São João estaria vivo, mas icógnito, ainda pregando a Bíblia nos recantos mais ocultos e nunca descoberto por mais que se procure nos lugares mais ocultos. Pela Seita, São João pode ser qualquer homem.Mas ninguém sabe quem. Na música "São João Vivo" Gilberto Gil parece fazer com que todo nordestino tenha o ofício social do "João" da Seita Morgan. É um trabalho bonito, exótico, interessante, esse de Gilberto Gil, mas perde para mim na falta de originalidade. Me faz lembrar o "Força Verde" do Zé Ramalho. É lindo. Mas eu perco muito estímulo quando ouço, mas sei que tem um pouco de plágio, por assim dizer. Mas foi considerado o CD do mês pela AOL - American On Line brasileira. A maioria das outras músicas são antigas. Pode ouvir. Por enquanto espero a banda passar. Vai passar! [Chico Buarque] algum dia. Abraço.