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 Extraído do Livro ''O Caminho das Pedras - A Saga do Pessoal do Ceará''
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COMPACTO DUPLO
Gravadora: Philips (Polygram, Nr. 6245.017)
Lançamento: 1972

Amém, Amém (Raimundo Fagner)
Fim do Mundo
(Raimundo Fagner/Fausto Nilo)
Cavalo Ferro  (Raimundo Fagner/Ricardo Bezerra)
Quatro Graus (Raimundo Fagner/Dedé Evangelista)


         
C
om o lançamento do "Disco de Bolso" a imprensa começou a divulgar mais intensamente o nome de Raimundo Fagner "o cearense que já havia sido gravado por Elis Regina". O cordão umbilical incomodava, mas naquele momento era necessário. Pouco tempo depois, Raimundo Fagner foi contratado pela gravadora Philips/Phonogram, uma das grandes companhias da indústria fonográfica.
         Enquanto preparava o repertório para o seu disco de estréia na Philips, decidiu participar do Festival Internacional da Canção que aconteceria em setembro de 1972. A gravadora deu total apoio, inclusive com o Departamento de Imprensa à sua inteira disposição, distribuindo para os jornais do eixo Rio-São Paulo um press-release anunciando para breve o lançamento do primeiro compacto duplo e sua participação no FIC, tudo isso em menos de um ano no Rio de Janeiro:
         "Antes que o chamado 'grande público' tomasse conhecimento da existência de Fagner... Elis Regina, Ronaldo Bôscoli, Ivan Lins, Roberto Menescal, Quarteto em Cy, ‘estavam amarrados no menino'. E com o talento que levou-o a conquistar cinco prêmios em festivais universitários, em Brasília, prêmios de arranjos e interpretação, inclusive, bastava só o impulso, um empurrãozinho para ele chegar 'lá em cima' . E sentindo 'que as coisas estavam prometendo no Rio', aqui ele aportou há quase um ano, esperando dar seqüência à carreira vitoriosa iniciada em 1968, no IV Festival Cearense de Música Popular. A Philips também acreditou no compositor-cantor Fagner, tanto que deverá sair no final de 72 o seu primeiro compacto duplo. E entre as músicas nele incluídas, Cavalo Ferro, Fim do Mundo e Amém, Amém, está Quatro Graus, música que Fagner defenderá no palco do Maracanãzinho".
         O VII FIC começou a acontecer em setembro de 1972, com a perspectiva de resgatar um pouco da credibilidade perdida nos festivais anteriores. Primeiro, a Globo contatou Solano Ribeiro, produtor tarimbado dos Festivais da Record e depois formou um corpo de jurados, composto de jornalistas e músicos experientes, entre estes, Sérgio Cabral, Júlio Medaglia, César Camargo Mariano e Roberto Freire. Mas o sucesso tão esperado, não aconteceu. O VII FIC foi vencido por Maria Alcina cantando Fio Maravilha, de Jorge Ben. Em segundo lugar ficou Diálogo, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, cantada por Tobias e Cláudia Regina.
         Embora descontente, Raimundo Fagner não se importou com a desclassificação de Quatro Graus no FIC. Ele mesmo havia dito em entrevistas que não queria ganhar e sim que as pessoas ouvissem e cantassem o seu trabalho. Sua meta naquele momento era o lançamento do seu primeiro compacto duplo.
         A gravadora Philips embora não estivesse satisfeita com o resultado do FIC, lançou logo após a final do festival o compacto duplo de Raimundo Fagner com as músicas Fim do Mundo (Fagner e Fausto Nilo), Cavalo Ferro (Fagner e Ricardo Bezerra), Quatro Graus (Fagner e Dedé) e Amém, Amém (Fagner), afinal, com contrato assinado, era preciso prepará-lo para o primeiro elepê.
         O compacto duplo (Philips, 1972, No. 6245.017) contou com o acompanhamento entre outros, de Ivan Lins e de Luís Cláudio. Das músicas do disco, Cavalo Ferro e Quatro Graus são as mais antigas. Foram compostas em 1970 em Fortaleza, com Raimundo Fagner já morando em Brasília. Cavalo Ferro saiu com uma menção honrosa do Festival de Brasília em 71 e, Quatro Graus foi desclassificada no VII FIC. Além de figurar no primeiro compacto duplo de Raimundo Fagner a música Quatro Graus também participou de um compacto simples na época do FIC (Philips, 1972 No. 6069.057). No outro lado do disco Renato Teixeira, também participante do Festival, interpretava O Marinheiro.

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       Compacto Pasquim

 


          Outubro de 1971
      Belchior e Fagner no
      programa ''Presença'',
    TV Cultura de São Paulo

 


   Logomarca do FIC 72

 


         Fagner e Ivan Lins